Manifesto Digital de Uma Firma

Não é novidade para usuários e empresas que o universo digital assume posições de destaque e que revolucionou o mundo desde o surgimento da internet há poucas décadas atrás. Tão pouco é novidade que a presença digital das organizações é de importância cada vez maior à uma geração que já nasceu mexendo em telas e teclados. Assim como, não há necessidade de ratificar que o mobile amplia o acesso de usuários e que o processo de compra vem sendo modificado em sua estrutura e tempo de aquisição. Além destes pontos, tantos outros poderiam ser levantados, mas não estamos aqui para falar dessas mudanças que já ocorreram, tão pouco das que ocorrerão – afinal vivemos em um período que que vem sendo compreendido pelo termo “modernidade líquida*”.

Essa visão do líquido nos traz tanto a fluidez, quanto a efemeridade das relações – sejam humanas ou comerciais (fator aliás, muito difícil de ser diferenciado) – e, ainda, uma individualização enorme conforme registra o sociólogo polonês. Nesses tempos onde nada foi feito para durar, onde o centro das questões está atrelada ao nosso próprio umbigo, e a efemeridade está estabelecida, o meio digital surge como um catalisador dessas questões e, ao mesmo tempo, um norteador de ações humanas. Sendo menos teórico e mais prático, vamos à um exemplo. Talvez, você – sim, você que nos lê agora! – já possa ter vivido a situação de antes de escolher algo para comprar, entrar em vários sites, por vezes, se perder em meio ao gigantesco número de informações e oportunidades que eles apresentam, e acabar não comprando ou até mesmo comprando outra coisa que não foi exatamente aquilo que você estava buscando. Note que temos a efemeridade, o individualismo e uma fluidez que sequer pensamos a respeito.

Ok, caras! Entendi! Somos líquido.. nos adaptamos ao formato, às tais bolhas de informação às quais as redes sociais nos expõe, mas como tudo isso pode ser convertido em negócios?

O primeiro ponto importante de ser compreendido é que, devido à efemeridade o tempo de execução das ações deve ser tão veloz quanto a troca de dados. Memes e hashtags duram pouco, se não é aproveitado o momento ou, pior ainda, se você entra atrasado na onda, será taxado de noob ou qualquer outro termo que denomine sua incapacidade digital. Assim, estar monitorando as redes, acompanhando e estabelecendo diálogo com seus potenciais clientes é princípio básico e elementar do universo digital.

Segundo ponto está diretamente conectado à esta primeira ação. Note que falamos acima em estabelecer diálogo, ao mesmo tempo que falamos em efemeridade nas relações. O desafio está em como construir essa conexão e transformá-la em algo não efemero. Diante disso surgem termos como branding, que vai além de ter um belo logotipo e sim uma gestão ampla e conectada de todas as ações de uma marca, fazendo com que haja nelas todas os princípios básicos da boa comunicação (como coerência, coesão, adequação de linguagem, entre tantos outros).

Essa mesma efemeridade nos traz uma reflexão diante da capacidade humana de processar dados e informações. E, sabemos que o crescente volume de informações – basta “dar um Google” que tudo está lá – nos traz, por vezes, incertezas. E, este é o terceiro ponto a ser pensado digitalmente: capacidade de transparecer a busca do usuário.

Essas leituras e buscas, por vezes feitas de forma inconsciente ou no improviso por muitos é fundamental. Sendo assim, o que vemos aqui na Uma Firma é uma constante preocupação em sermos velozes nas respostas – eficiência acima da criatividade -; envolvimento real com a persona – copywriting certeiro, branding acima de tudo -; e, por fim, evolução e adaptação – crescimento financeiro e econômico dos negócios e parcerias, sustentabilidade nas ações, redução de custos ao cliente e eficácia nas entregas.

*Termo cunhado pelo sociólogo polonês Zygmund Bauman.

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